Ensaio, ensaio e ensaio

Dois meses se passaram após a apresentação inusitada dos Humanotons na virada cultural 2009. Desde então os ensaios tem sido o grande foco da banda, entre arranjos, experiências sonoras, a entrada do músico Léo agregando muito a sonoridade, tudo anda bem rumo ao objetivo de gravar um CD em estúdio e através desse material ter base para apresentações e divulgação principalmente on line.

Muitos devem se perguntar o porque de ainda não ter aqui no site um set com músicas dos Humanotons, pedimos paciência pois em breve estaremos disponibilizando alguns dos sons com a qualidade que os ouvintes merecem. Quem quiser saber mais sobre a banda entre em contato através do link comentários.

Por enquanto, você que é novo aqui vejas os posts e saiba mais sobre os Humanotons, música, poesia, atitude, arte e contravenção.

contramao

julho 24th, 2009 by humanorica | No Comments »

Divagando sobre o que somos e o que poderíamos ser se pudéssemos ser o que quiséssemos.

Divagando

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um desses dias, meu caro amigo Juca questionou-me sobre a idéia de um mundo onde as pessoas pudesse ser o que quisessem ser, na hora já logo me surgiu a frase chavão: “Querer é Poder”. Ora sabemos que não é bem assim, mergulhados no mundo capitalista com base desigual e onde se mede a felicidade das pessoas por seus potenciais de consumo, o Querer é Poder esta em desuso.

 

Deixando o mundo real de lado, pois o questionamento era muito mais um exercício de criatividade para imaginar, e mergulhando nesse universo fictício do Querer é Poder, comecei a buscar em minha mente personagens cotidianos, esses que fazem parte mesmo de nossas vidas, familiares, amigos, colegas de trabalho, Josés e Marias conhecidos ou não, e reativar na memória o que havia ouvido sobre o que cada um deles queria realmente ser na vida. Não trata-se apenas de relacionar esse querer a profissão, a sonhos de viagens, amores eternos, uma vida livre de sofrimentos, a felicidade plena, não, estava buscando algo que transcendese a esses valores que, na verdade, são muito mais uma afirmação dos desejos criados pelo capitalismo em que vivemos do que o valor de ser o que se quer ser de verdade. As respostas foram unânimes e todas ligadas a esses valores. Ideomar, balconisa da padaria onde frequentemente aprecio um expresso, queria ser dono de seu próprio negócio, ser patrão, contar o dinheiro faturado, reformar assim a cozinha da patroa que a anos reclama do piso antigo e dos armários enferrujados, presentear com um vídeo game de útilma geração os meninos e comprar uma casa na praia, modesta, mas sua.

Elaine, manicure da vizinhança, queria ter dinheiro para fazer um tratamento de beleza que a fizésse perder seus excedentes quilos, complementar com plásticas, esculpir o corpo de seus sonhos e poder vestir as roupas de griffe que só as modelos podem usar. Romero, tintureiro que passa precisamente todas as segundas-feiras no mesmo pontual horário para retirar possíveis roupas para seus serviços, ele já tivéra uma boa clientéla antes das lavanderias do futuro com suas máquinas de última geração, ele queria conhecer sua terra Natal na Espanha, talvez ter um negocio lá e levar a família para uma nova vida na Europa.

 

O querer Ser dos exemplos de cada personagem são tão ligados a realidade do poder que o dinheiro pode proporcionar, enraizados em valores tangíveis de tal maneira que não me convenceram sobre a idéia do mundo que Juca pensára, onde as pessoas pudessem ser o que quisessem. Me veio o fato de que a maioria das pessoas, e em todos os tempos diria, não sabem exatamente o que querem ser de verdade, sabem em pensamentos, em sonhos, em vontades despertadas pelos programas e anúncios de TV, mas pouco sabem nas implicações de ser o que se deseja ser e se isso de fato as fará feliz, as pessoas estão aptas as sonhar e desejar, mas poucas a realizar. O mundo imaginado por Juca então não é feito de pessoas reais, nem poderia, é um palco para a imaginação onde Ideomar quer ser o barqueiro da gôndola sobre um rio de calda de ameixa, leva a passeio turistas de Xangrilá, onde Elaine é uma borboleta de 8 cores que vive em um bosque repleto de azaléias, logo ao lado Romero rege uma orquestra de vagalumes tenores. O surrealismo do querer ser nesse cenário soa muito mais atraente, é um mundo de OZ onde a imaginação das pessoas não deve se prender ao real, elas estão enfadadas do real pois nele o querer ser o que se quer não é possível com o que se tem, é a agrura de viver o que se pode, fazer o que?

 

O que realmente queremos ser? e se pudermos ser sem nada ter? E o que seremos quando formos enfim?

 

 

 

 

 

maio 28th, 2009 by humanorica | No Comments »

Musica de Bolso

http://www.youtube.com/user/musicadebolso

maio 20th, 2009 by humanoale | No Comments »

“Stand by me” pelo mundo

Cada um no seu estilo, no seu tom.

Playing For Change | Song Around The World “Stand By Me”
de Concord Music Group no Vimeo.

maio 15th, 2009 by humanoale | No Comments »

História das Coisas

Muito interessante esse vídeo, é para todos assistirem e divulgar.

Um abraço
Alê Moraes

História das Coisas

História das Coisas

maio 6th, 2009 by admin | No Comments »

Humanotons, uma nova música popular

Entrevista Humanotons Radiocdfm

Quem saiu de casa para aproveitar a quinta edição da “Virada Cultural” em São Paulo estava, pelo menos, disposto à encontrar algo diferente e também um velho conhecido; o frio paulistano.

Quem escolheu a Avenida Paulista como ponto de partida, pode conferir ao vivo a “interferência” (como eles mesmos identificam sua iniciativa), dos Humanotons, projeto musical e multimídia de 3 paulistanos que tentam uma “nova via” para a música popular, em tempos como os atuais, onde algo “novo” nos parece cada vez mais raro.

Aparentando seus 30 anos, com roupas convencionais, nenhuma produção ou efeito especial além de um banner com o link do site e blog (eles mencionam que preferem a plataforma virtual para se comunicar com o público), eles empunharam seus 2 violões e 3 vozes afinadas e afiadas para encantar as pessoas que passavam pelo local.

“É bom a gente sair de casa e ser surpreendido com algo bacana assim e de forma tão inusitada, comenta Jairo Baccari, jornalista que passava pelo local e fotografava a Virada em vários focos”/ “Vou falar deles no meu blog”.

Aliás, não faltou gente interessada; foram muitas fotos, filmagens , muita gente parou pra ouvir e levou de recordação um “cartão de visitas” com os links, como o grupo sugere.

Canções falando sobre o papel do artista contemporâneo (Artista da Vida não pinta com pincéis/usa a palma da mão – trecho de “Artista da Vida”), ganharam a simpatia de quem passou.
Refrões como “tem que fazer valer à pena/tem que viver a vida inteira/tem que fazer sorrir/tem que saber chorar/tem que saber amar/tem que fazer valer à pena” arrancou sorrisos atentos e muitas palmas ao final das performances.

“É uma iniciativa nossa! É música nossa e é sincera! Esse é o valor do qual não abrimos mão”, disse Alê Moraes, violonista e compositor em entrevista à uma rádio virtual que acompanhava a Virada Cultural e não pode deixar de registrar esse acontecimento.
“Somos influenciados por tudo que nos cerca, tudo que ouvimos; desde o Folk Americano até a poesia cantada do Clube da Esquina”, diz Rica Garcia, cantor.
“A gente tem que deixar algo bacana que possa ficar pras gerações futuras/é legal a gente sair de casa pra ouvir uma  Serenata ou Poesia/ é preciso resgatar esse nosso lado humano”, diz Juca Braga, violonista e arranjador.

Para mais detalhes, eles movem um blog que entrou no ar junto com a apresentação da Virada e eles prometem muito mais por aí.
Site/Blog
www.humanotons.com.br

Confiram!

Texto extraído do blog “Atual – A Arte Contemporânea na era digital”

maio 4th, 2009 by admin | 3 Comments »

Ensaio Humanotons

Ensaio Humanotons

maio 4th, 2009 by admin | No Comments »

Virada Cultural

Olá, me chamo Alê Moraes, sou um Humanotom.

No sábado dia 2/5/9, nos apresentamos em frente ao SESC PAULISTA.
A primeira apresenção de nosso trabalho em público e tivemos
uma resposta muito boa das pessoas que nos ouviram.

O frio na barriga e a adrenalina de apresentar um material próprio,
foram substituídas pelo êxtase de sermos entrevistados
pela Rádio CD FM (http://www.radiocdfm.net/).

Na segunda dia 4/5/9, a partir das 23:00
a Rádio CD FM (http://www.radiocdfm.net/) passará a reportagem
especial sobre a Virada Cultural, e também nossa entrevista,
entre no site e escute a programação.

Um abraço
Alê Moraes

maio 4th, 2009 by admin | 2 Comments »

Música e Poesia na Calçada

Humanotons ao Vivo

Humanotons ao Vivo

Olá! Nós somos os Humanotons!

Era uma vez, 3 caras que escreviam poesia e música
e acabaram se encontrando.
Juntos, eles se deram conta de que a vida é uma só
e que é preciso fazer valer à pena.

Nada complicado; São canções que falam sobre amor,
amizade e tudo o que pessoas como eu, você, Nós, sentimos.
Ficou curioso!?

2 de Maio, 20h30 na Calçada da Casa das Rosas

“A vida é muito simples; basta-se viver”

Amor!
www.humanotons.com.br

maio 1st, 2009 by admin | No Comments »

Regionalismos, Influências e algumas canções

Como na criação de uma estória, um romance ou conto, onde o autor desenvolve suas personagens, apresenta cenários onde desenrola-se a trama e, à vezes (como Saramago atualmente tem feito, por exemplo) sugere ao espectador um interação no desfecho de alguns fatos (que, naturalmente, já foram definidos para o bom termo do referido caso), o esquema de composição Humanotons merece uma análise no sentido musical e literário, de modo que, a maior parte das composições narra fatos quotidianos, pequeninos e despercebidos
à um primeiro momento, até que nos deparamos com a realidade dessas coisas e (quando dá tempo) paramos um minutinho pra pensar.

Assim nasceram canções e temas como “Vício”, “Cidade Grande” e “O Pequeno Príncipe” como algumas outras, onde se valendo de uma liguagem funcional (e poética em algun momentos), os autores imprimem suas impressões e experiências no desenvolvimento das personagens e, num dado momento, estes ganham uma consistência de realidade própria para tomar suas decisões e escolher o rumo de suas estórias.

Esteticamente falando, o “Folk” era uma variação dentro das várias faces da música americana moderna, que nem tem tanto assim de americana e até mesmo moderna, se observados os ingredientes oriundos de outras culturas e regiões que, como também aconteceu no Brasil, agregaram como um novo valor multicultural essas culturas já existentes e como sempre acaba acontecendo na história humana. Países Europeus e Africanos principalmente, imprimiram mais em nosso embasamento musical e até mesmo em modo geral hoje, do que nós podemos imaginar.

Dentre ícones, modismos e grandes artistas que usaram a corrente “Folk” como “porta de entrada” aos ouvidos americanos, ressaltamos Bob Dylan pela maior popularidade e peculiaridade mas não esquecendo que este mesmo se “reinventou”, mudando o seu discurso e, principalmente, o seu som, agradando novos ouvidos e baixando o volume em outros, sendo o que mais se aproximou do nosso contexto de composição literária e musical.

Esses seriam fenômenos difíceis de imaginar nos dados dias atuais como se, por exemplo, um grande artista de expressão popular, consagrado como compositor de canções de amor, de repente, lançasse um disco falando esporte, cinema ou do meio rural.

Vale-nos aqui então o fator plural, na busca da essência humana. Ou seja, aquela canção que se declama quando se está muito feliz, ou ainda, quando ao voltar à um lugar que não vimos há muito tempo, voltam as canções ou vidas ali outrora. Aquele verso que, sem perceber, declamamos ao pequenino filho e, depois, lembrando com mais calma, vemos um ente querido declamando. Assim, podemos arriscar à dizer que a música é uma espécie de “retrato” da alma humana. Nós nos arriscamos à ser “polaróides” nesse difícil exercício - o de captar emoções em forma de sons e palavras.

Desse modo, esquecidos fatores externos, barreiras , preconceitos e rotulagens, poderíamos dizer que a nossa música seria “neo-regionalista” ou ainda, “urbano- regionalista”, não esquecendo apenas que não há regional no urbano dado que o urbano é a junção de vários regionalismos; o ponto de equilíbrio social e cultural.

Etimologicamente olhando, fazemos músicas para seres humanos. Tons Humanos.
Cercados de influências e em constante mutação e interação com o meio que nos cerca, resolvemos juntar alguns acordes, criar alguns versos e soltar os pulmões.
Isso pode não mudar as nossas vidas mas, isso não é mais importante.

O fato é que nós estamos aqui e não iremos passar despercebidos enquanto Os Tempos Estão Mudando.

Até 2 de maio!

Humanotons

Texto por: Juca Braga

abril 21st, 2009 by admin | 1 Comment »